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terça-feira, 22 de março de 2016

CRISE E IMPOSTOS ALTÍSSIMOS ARREBENTAM COM A INDÚSTRIA BRASILEIRA


Se o agronegócio se salva e salva o Brasil da falência total, a Indústria tem seu pior resultado em décadas.
Tudo isso, agravado pela crise com origem na roubalheira do desgoverno e nos altíssimos impostos que tem encarecido a produção e praticamente destruído a indústria brasileira.
E isso, todos sabem, para além de um simples resultado ruim, significa menos empregos não apenas na indústria mas em todos os demais setores da cadeia produtiva.
***A indústria brasileira encerrou 2015 com o pior desempenho entre as principais economias.
No quarto trimestre do ano passado, a produção brasileira recuou 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem abaixo da produção mundial, que cresceu 1,9% no período, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
O levantamento foi feito com base nos dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization – um braço das Nações Unidas para a indústria).
O descompasso da indústria de transformação brasileira com o restante do mundo fica evidente ao se comparar em detalhes o resultado nacional com o de outros países. O tombo da indústria da Rússia – outro país em grave situação econômica – foi de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4%, embora algumas nações tenham exibido resultados bem menos preocupantes: a produção do Chile recuou 1,5%, e a da Argentina caiu 0,9%. No México, houve crescimento de 2,2%.
O intenso recuo observado na indústria nacional pode ser explicado pelo já conhecido Custo Brasil – que retira a competitividade do produto nacional – e pela incerteza que passou a dominar a economia brasileira. Com baixa confiança de consumidores e empresários, os investimentos foram postergados pelas companhias, contribuindo ainda mais para a piora do setor industrial. “A queda da indústria brasileira descola de outras economias, incluindo as latino-americanas.
O nível de contração do setor foi sem precedentes”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi. “A paralisia da construção pesada, os problemas enfrentados pela Petrobrás e o ajuste fiscal feito por meio do investimento público causaram um baque muito grande”, diz Cagnin. ***(Com informações de O Estadão)