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segunda-feira, 25 de julho de 2016

HUMANOS vs ROBÔS: A GUERRA JÁ ESTÁ AQUI


O pior pesadelo dos trabalhadores se tornou realidade: ser substituídos por robôs. Os exemplo estão aumentando. A empresa Foxconn, que fabrica a grande maioria dos produtos comercializados sob as marcas Apple e Samsung, substituiu 60.000 de seus 110.000 operários por robôs, ou seja, mais da metade. A finalidade; economizar com mão de obra.

O professor de economia política da Universidade de Vasco, Joaquín Arriola, afirma que na produção orientada do mercado não é apenas o custo de produção que importa, mas também os benefícios obtidos, e isto se obtém em função das vendas.
Arriola afirma que se há uma substituição massiva de trabalhadores por máquinas, e estes trabalhadores não encontram trabalho em outros setores, então haverá um problema de demanda efetiva como o que ocorreu nos últimos 20 anos do século passado, e que deu lugar ao aparecimento das teorias de Keynes sobre a demanda efetiva e a necessidade do Estado em gerar o que o mercado é incapaz de suprir, ou seja, demanda solvente.

No fundo, adiciona o economista, o que está por trás da discussão é o enorme aumento da produtividade e que é previsto que se acelere nos próximos anos, será como irá se distribuir. É um problema de distribuição, e não tanto de emprego e de tempo de trabalho o que está por trás do debate, opina Arriola.

A empresa Foxconn, famosa pelas condições de trabalho de escravatura que tem provocado suicídios em massa, e pela cama quente, parece ter decidido matar dois coelhos com uma só cajadada.

E esta tendência de robotizar os trabalhos não para de crescer. Xu Yulian, diretor de publicidade da Foxconn em Kunshan, disse claramente: "Há cada vez mais empresas propensas a fazer o mesmo".

Enquanto isso, um ex-presidente executivo do McDonald´s explica esta tendência em números: "é mais barato comprar um robô de 35.000 dólares que pagar 15 dólares a hora a um funcionário ineficaz que rouba batatas fritas."

A estas manifestações, somam-se a do matemático e economista César Molinas do Foro Retina, realizado na Espanha; "o emprego irá desaparecer, o qual é um conceito do século XIX. Como alguém disse uma vez: é certo que não haverá desempregados, porque ninguém terá um emprego".

Para Arriola, afirmar isso é como dizer que o capitalismo irá desaparecer. E é o que não pode acontecer com um sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção, se não houver trabalho.

O desaparecimento do emprego, a sociedade em ócio absoluto, além de ser um utopia, supõe-se colocar em questão o conjunto dos princípios da sociedade capitalista, opina Joaquín Arriola. Ele acrescenta que afirmar isso tem implicações que vão além do que muitas vezes são capazes de perceber quem as dizem.

As advertências sobre a perda de trabalho causado pelos robôs foram objeto de debate do último foro de Davos em janeiro. Na época, os economistas e especialistas do Foro Econômico Mundial cunharam o lema da "quarta revolução industrial", para explicar que devido ao processo de automatização cerca de milhões de empregos estariam em perigo até 2020.