Drogarias e Farmácias

sábado, 13 de agosto de 2016

A MÍDIA E SEU MEDO DE DONALD TRUMP

Se Donald Trump é um republicano “oba-oba”, Hillary é uma socialista turva. Mas a mídia brasileira faz campanha para Hillary. Cuidado: devemos estar diariamente alertas para as tendenciosas informações que nos chegam.

Eu não assisto televisão, a não ser em casos excepcionais. Com o advento da internet, a televisão se resumiu, para mim, a entretenimentos tolos e telejornais tendenciosos ou sensacionalistas; o que ocorre também na internet, é verdade. Todavia, nessa eu seleciono se assisto ou não, se leio ou não, enquanto que na televisão não posso montar a grade daquilo que eu assistiria.

Vou ser mais taxativo ainda. Alguns canais televisivos no Brasil se resumem a um quartel general de propagandas ideológicas, com a única finalidade de servir a algumas seletas ideias. Sem rodeios: a mídia vendida, hoje, serve tão-somente para recrutar, ainda que de forma inconsciente, militantes servis e mentes disformes para seus ideais.

Aos estudantes de jornalismo, filosofia, marketing e algumas outras áreas do conhecimento que lidam com a sociedade moderna, torna-se claro como a mídia pode ser, e é, um aparato de controle social sem igual. Se o Willian Bonner disser que a casa de seu vizinho está em chamas, é bem provável que você levante e fuja com o mesmo ímpeto que outrora Jean Valjean fugiu de Javert pelas ruas francesas. É bem provável que fugisse sem mesmo olhar para o lado a fim de confirmar a notícia. O mundo moderno aprendeu a criticar os dogmas religiosos enquanto que, de forma muito tranquila e reles, se prostitui com os dogmas modernos transmitidos pela mídia.

Assim sendo, não sou eu o bobinho que acredita no que a mídia divulga sem antes passar pelo meu rígido filtro de coerência argumentativa, fontes confiáveis e lógica basal. Na realidade, não é preciso ser nenhum intelectual de alto calibre para perceber tendências e muitas manipulações de notícias e termos empregados nesses jornais.

Tudo isto eu falo em vista do grande ataque midiático muito bem orquestrado a Donald Trump e aos republicanos, algo tão visível quanto um elefante na sala de estar. Confesso a vocês que não sou nem um pouco simpatizante a Donald Trump: sua política econômica é nebulosa, suas convicções morais me parecem mais para agradar ao público mais conservador do que propriamente convicções pessoais ou republicanas. Seus discursos são sem prudência alguma – por vezes, parece um discurso de um louco qualquer.

Não obstante, Hillary Clinton chega a me dar náuseas. Na realidade, ainda que infinitamente mais inteligente, em relação a conteúdo acadêmico, Hillary é uma Dilma americanizada. Não à toa ela elogiou recentemente a nossa “presidenta” (SIC)[1].

Não irei me prender nas características dos dois candidatos – não é do interesse desse texto ser uma análise dos candidatos americanos à presidência. Mas, como não perco a chance de criticar políticas de esquerda, aqui vamos nós.
Hillary Clinton é confusa. Ela muda de opinião assim como muda de roupa. Por vezes, defendeu a união civil de homossexuais; pelo mesmo tanto, disse ser contrária a essa mesma união. Não sabemos, de fato, o grau de sua tendência esquerdista, se é socialista assumida ou socialista obducta. Não conhecemos sua real opinião sobre muitas coisas, caso, por exemplo, do assistencialismo estatal.

Enfim, se Donald Trump é um republicano “oba-oba”, Hillary é uma socialista turva, furtiva e obscura. Meus instintos filosóficos e humanos me pedem para ter mais receio dos que se escondem. Escondem suas opiniões pessoais e suas verdadeiras convicções políticas. Tenho mais medo desses do que dos tolos expostos — ainda que Trump seja tolo somente sob alguns aspectos.

Os que expõem abertamente suas ideias permitem-nos aderir ou não a elas, de maneira clara, sucinta e sem embassamentos. Enquanto que aqueles que fogem de certas perguntas, que não respondem de maneira aberta questões basilares, os que mudam constantemente de opinião ou se contradizem de forma quase que incessante, me parece muito mais alguém que teme ser descoberto em sua forma nua. Ninguém se esconde se não tem o porquê de não ser visto, ninguém maquia discursos se não teme que suas palavras possam desnudá-los em público[2].

Mas o que eu pretendo abordar é como a mídia está fazendo uma verdadeira promoção quase que beatífica de Hillary. Após a cada Jornal Nacional na Rede Globo, fico com a impressão estupefata de que Hillary seja uma semideusa, enquanto que Trump seja um demônio. Isso não é uma impressão periférica e hermenêutica de minha parte: tratam-se de exposições claramente tendenciosas e sem nenhuma preocupação em ser imparcial. Aos apresentadores e comentaristas do GNews, por exemplo, quando me permito assistir ao telejornal enquanto almoço, falta tão-somente colocar a camisa da Hillary Clinton e usar o logo da campanha democrata no canto direito inferior.
Quem estuda política sabe muito bem que a Globo colocou Lula no poder em seu primeiro mandato. Sabemos também que ela apoiou a ditadura militar em 1964. Ou seja, é uma mídia “Maria vai com as outras”, que segue tendências por não possuir virilidade o suficiente para se comprometer com a imparcialidade das notícias nem com o contraponto dos atacados.

A mídia possui um aparato de alienação sem igual, ela simplesmente consegue perverter e inverter paradigmas e valores conforme seu bel-prazer. Muitos me questionam: como foi possível tantos abraçarem os horrores do nazismo na Alemanha e do comunismo nos países em que ele reinou? A propaganda, meus caros, é o carro chefe das ideologias. Existem inúmeros estudos nesse sentido. Hoje sabemos que toda politicagem trabalha de forma quase que perene nesses nichos de informação.

Um livro em especial demonstra tal situação de forma clara e contundente. Foi escrito por um jornalista brasileiro que esteve no centro do maior aparato comunista que já existiu: a URSS. Seu trabalho era justamente selecionar textos e mentir sobre fatos para que o comunismo aparecesse como um sistema triunfante através da mídia. Trata-se da obra O Retrato, de Osvaldo Peralva. A missão de Peralva era mentir descaradamente para os partidos comunistas do mundo inteiro a fim de que eles se mantivessem fieis à URSS.

Em determinado momento ele faz a seguinte afirmação sobre a propaganda comunista através dos meios midiáticos e jornalísticos:

“Jamais potência alguma no mundo dispôs de uma arma tão diabólica, de um instrumento de ação tão efetivo e de tamanha amplitude como esse. Nem os maiores impérios, nem os mais poderosos trustes internacionais conseguiram esse grau de eficiência e essa capacidade de confundir os espíritos, deformar a opinião pública, apagar a lucidez do raciocínio em milhões de pessoas, desencadear, na base da falsidade e da mentira, tempestades de paixão coletiva, caluniando, denegrindo, infamando”[3].

Devemos estar diariamente alertas para as tendenciosas informações que nos chegam. Se, por um lado, a imparcialidade no conteúdo escolar deve buscar a isenção de qualquer partidarismo, pedir isso à mídia brasileira, hoje, é pedir demais. As grandes empresas que as financiam essas mídias impõem a elas suas ideologias. Por vezes, editores e diretores são apenas complacentes e reféns dessas politicagens forçadas. Há, também, os militantes, mas a esses vocês já sabem como agem, como robôs e gados de abate.

O kominform[4] ainda existe ao redor do mundo, de maneira branda e menos gritante, é verdade. Existe em sua essência, vivendo em muitos espíritos capazes impor a nossas famílias ideologias muito bem estruturadas para a depravação. Hoje não se apoia mais num magnânimo aparato político, como foi o aparato soviético, mas sim em organizações muito grandiosas vendidas a ideólogos.

Assim como Pascal Bernadin denunciou a UNESCO em seu livro Maquiavel Pedagogo por impor ideologias de forma ditatorial aos países. Hoje o simples fato de a mídia falar, com ares de superioridade e sorrisos disformes, sobre alguma tendência política, já é o suficiente para eu me precaver.

Talvez porque Trump fará os estudiosos terem de investigar o fato e não as suas utopias de possíveis sociedades — como afirmou Pondé —, talvez por ele falar sem rodeios muitas coisas que contrariem certas cartilhas partidárias, talvez porque ele constranja com a realidade aquilo que escondem com sonhos, talvez por ele não estar “nem aí” para o politicamente correto tão abraçado pelo The New York Times, talvez porque ele faça com que os jornais tenham que romper a grossa camada de suas prostituições ideológicas.

Talvez o fato de que a grande agenda universitária dos socialistas e revolucionários, dos estudantes e intelectuais americanos tenha de sofrer certo enfrentamento no campo das ideias. Talvez por isso escolham a confusa e obscura Hillary como a candidata mais adequada para eles. Aquela que se venderá aos revolucionários, assim como fez seu mentor Saul Alinsky ao demônio na dedicatória de seu livro Rules for de Radicals[5].

O simples cogitar de que os estudantes terão de pensar o mundo tal como ele é, e não como ele utopicamente deveria ser, arranca cabelos das cabeças esvoaçadas dos socialistas engomados daquele país.
Por fim, a pior ditadura acontece quando, sentado num sofá, invadem sua mente e transformam-no em zumbi errante que não possui nem a capacidade de discernir seu sexo. E, depois de tudo isso, querem nos pregar o imparcialismo midiático. Faça-me rir.

Referências:
[1]http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-estabelece-padrao-mundial-contra-a-corrupcao-afirma-hillary-clinton,862122
[2]https://www.youtube.com/watch?v=maEvJQBJH4s&feature=youtu.be
[3] PERALVA, Osvaldo. O retrato, 1ª Ed, São Paulo: Três Estrelas, 2015, p.257
[4] Agência de informação comunista criado pela URSS em 1947 para uniformizar e doutrinar os partidos comunistas e os meios midiáticos de cunho comunista ao redor do mundo.
[5] https://archive.org/stream/RulesForRadicals#page/n3/mode/2up
 Fonte: http://sociedadepublica.com.br/midia-e-seu-medo-de-donald-trump/