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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Liberdade, impostos e cidadania: veja o recado de um ex-presidente americano


Você se lembra de um dia em que finalizou um projeto, tendo a sensação do dever cumprido e a impressão de que havia lições a serem compartilhadas?

Ronald Reagan conduziu um grande projeto ao longo de oito anos. Ao iniciá-lo, deixou claro em seu discurso de posse que o desemprego e a inflação eram os maiores problemas a serem enfrentados. E anunciou em 20/01/1981 que a produtividade do país estava se reduzindo em razão da excessiva carga tributária:
“Os negócios na nossa nação andam para trás. Estes Estados Unidos têm sido confrontados com uma aflição econômica de grandes proporções.

Nós sofremos a maior e uma das piores inflações sustentadas da história de nossa nação. Ela distorce nossas decisões econômicas, penaliza poupadores e esmaga igualmente jovens batalhadores e idosos cuja renda é fixa. Ameaça estraçalhar a vida de milhões de pessoas.

 Indústrias paralisadas têm seu contingente de trabalhadores no desemprego, miséria humana e indignação pessoal. Àqueles que trabalham é negado o justo retorno pelo seu trabalho, por um sistema tributário que penaliza quem atinge o sucesso e nos impede de manter a produtividade plena.(…)
Na presente crise, o governo não é a solução para nossos problemas; o governo é o problema.”
 ” Àqueles que trabalham é negado o justo retorno pelo seu trabalho, por um sistema tributário que penaliza quem atinge o sucesso e nos impede de manter a produtividade plena.”
Duas semanas depois, ele confirmava seu diagnóstico em outro discurso:
“Nós inventamos a linha de montagem e a produção em massa, porém políticas tributárias punitivas e regulações excessivas e desnecessárias, combinadas com o apetite de empréstimos do governo têm inibido nossa capacidade de atualizar fábricas e equipamentos.
Quando é feito investimento em capital, frequentemente é para suprir alguma alteração improdutiva exigida pelo governo para atender as várias regulamentações. A tributação excessiva de indivíduos tem roubado de nós o incentivo e tornado não lucrativas as horas extras.”

Ao longo dos oito anos seguintes, Reagan restaurou a confiança nos Estados Unidos. Conduziu a economia com firmeza para colocá-a nos trilhos; as empresas começaram a se recuperar. Fortaleceu as coisas ligadas a seu país. Reduziu, em várias frentes, a presença do Estado na economia. Extinguiu programas sociais ineficientes. Inventou o Programa Guerra nas Estrelas e produziu uma escalada que ajudou a ganhar a Guerra Fria. Contribuiu para apressar o declínio da ex-União Soviética, que já enfrentava problemas internos. Elegeu seu sucessor.
 “À  medida que o governo aumenta, a liberdade diminui.”
Em 11/01/1989 e ao final de seu segundo mandato, Reagan fez seu discurso de despedida. Ele agradeceu a oportunidade de servir, depois de ter contribuído para melhorar a situação do país e ter prosseguido com a luta por aliviar a vida do cidadão, restringindo a ação do governo.

Em uma parte do discurso, ele declarou o seguinte:
“Nossa revolução foi a primeira na história da humanidade que realmente mudou o rumo do governo. E com três palavras: ‘Nós, o Povo’.

 Somos nós, o Povo, que dizemos ao governo o que fazer. E não o contrário.
 Nós, o Povo, somos o motorista. O governo é o carro e somos nós que decidimos para onde ele deve ir, por qual rota e em que velocidade.

 Quase todas as constituições do mundo são documentos nos quais o Estado diz aos seus cidadãos quais são seus privilégios. 

 Nossa Constituição é um documento pelo qual nós, o Povo, dizemos ao governo aquilo que lhe é permitido fazer.

 Nós, o Povo, somos livres. Este princípio tem sido o fundamento de tudo o que procurei fazer nos últimos 8 anos. Mas lá nos anos 60, quando comecei, parecia que começávamos a inverter a ordem das coisas. Através de mais e mais regras e regulamentações e tributação predatória o governo confiscava mais do nosso dinheiro, mais de nossas opções e mais de nossa liberdade.
 Entrei na política, em parte, para poder levantar minha mão e dizer: “Pare!”
 Eu era um político cidadão e isso parecia ser o correto para um cidadão fazer.
 Acho que conseguimos parar muito do que precisava ser detido. E espero ter, uma vez mais, recordado às pessoas que o homem não é livre a não ser que o governo seja limitado.
 Há uma relação de causa e efeito aqui, tão clara e previsível quanto as leis da física: à medida que o governo aumenta, a liberdade diminui. 


Via http://conexoesestrategicas.com.br/index.php/2016/02/28/liberdade-impostos-e-cidadania-veja-o-recado-de-um-presidente-digno-de-confianca/