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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

COM APOIO DO GOVERNO, ESCOLA CONVIDA ALUNOS A SE VESTIREM COMO TRANSEXUAIS

Alunos da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro: papéis invertidos | Reprodução

Com a justificativa de combater a discriminação, um professor de uma escola pública em Alagoas convidou os alunos a se vestirem como transexuais. 

O caso ocorreu nesta segunda-feira na Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, em São José da Tapera. A cidade tem 32 mil habitantes. 

O projeto “Diário de Gente - Sexualidade e Gênero”, foi promovido por Daniel Melo Macedo, que dá aulas de educação física e também é formado em psicologia. 

Os alunos que aceitaram participar foram fotografados usando roupas do sexo oposto e as imagens viraram objeto de uma exposição na escola. Além disso, de acordo com a Gazeta de Alagoas, os estudantes tiveram outras atividades, como palestras sobre a “transição de gênero” e a adoção por casais homossexuais. 


Imagens divulgadas pelo próprio professor em sua página no Facebook mostram também alunos usando crachás com os dizeres “eu sou lésbica”, “eu sou travesti” e “eu sou homem cis”.

A escola Lucilo José Ribeiro tem uma avaliação abaixo da meta no Ideb, o principal indicador de qualidade da educação. Em 2011, ano da última avaliação disponível, a pontuação dos alunos de 8º e 9º ano foi de 2,3, ante 2,6 esperados. A média de Alagoas foi de 2,5.

Outro lado

O professor afirmou à Gazeta do Povo que à atividade surgiu de um questionário aplicado aos alunos, e que o objetivo foi combater o preconceito. De acordo com ele, no caso da exposição fotográfica, os pais tiveram de assinar um formulário autorizando a participação dos alunos.

Embora a identidade de gênero seja um tema ainda controverso dentro e fora da academia, o professor diz que não foram apresentadas visões diferentes sobre o tema. “O foco do projeto foi combate ao preconceito e discriminação. Não houve manifestações contrárias com fundamentação acadêmica. Se houvesse, teriam sido tratadas com todo respeito”.

A Secretaria de Educação de Alagoas reconhece ter sido informada previamente sobre a atividade. 

“Destaca-se que o projeto foi desenvolvido no âmbito de um Projeto Integrador, onde os estudantes apresentam uma demanda inerente a convivências da comunidade escolar, desta forma o projeto integrador acontece com o intuito de sensibilizar esta comunidade e promover a pessoa humana”, diz a nota enviada à Gazeta do Povo.




Via http://www.gazetadopovo.com.br